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Em primeiro lugar deixe-me partilhar consigo que sou alguém igual a tantas outras pessoas, nenhuma “guru” em comportamento humano, nem com a pretenção de fazer da minha vida um exemplo.

Contudo, julgo ter a capacidade de influenciar pessoas, e fazê-las sentirem-se melhores consigo próprias, bem como ter a capacidade de perceber as dificuldades/objeções de muitos após tantos anos a lidar com pessoas (sobretudo mulheres) cujo desafio é manterem hábitos saudáveis de exercício e nutrição com regularidade nas suas vidas.

Tenho a oportunidade de partilhar um pouco da minha experiência e é isso que vou fazer. Os meus desafios são comuns a muitas pessoas e as minhas conquistas razões de celebração de tantas outras.

De certeza que já se queixou de falta de tempo e já comentou que gostava que o dia fosse maior. Pois é, mas a verdade é que isso nunca vai acontecer e o tempo que temos é igual ao das outras pessoas, a forma como o utilizamos é que é diferente.

Se já faz exercício físico parabéns! Alguma coisa mudou na sua vida para isso acontecer e em algum momento colocou-se em primeiro lugar ou colocou a sua saúde/bem estar no topo de uma lista infindável de compromissos/responsabilidades.

Se ainda não faz exercício físico é porque ainda não conseguiu o que escrevi acima, mas a boa notícia é que só depende de si e não é assim tao díficil, é somente mais um desafio.

Enquanto mãe de 3 filhos (o terceiro com apenas 6 meses), durante as manhãs e finais de dia, bem como aos fins de semana, pouco é o tempo que sobra para mim, para fazer o que desejo. Enquanto Diretora de duas empresas as responsabilidades/compromissos são tantos que quando tenho tempo para mim a maioria das vezes só me apetece não fazer nada. Enquanto dona de casa que gosta de ter sempre tudo organizado/arrumado e limpo sei que o tempo não dá para tudo e que alguma coisa às vezes tem que ficar para trás. Aprendi, por isso, com a minha experiência, que são as minhas escolhas as únicas responsáveis pelo estado da minha vida.

É difícil gerir esse tempo? Claro que sim. Passo os dias a escrever listas e a refletir sobre o que é mais importante/urgente para ter a certeza que estou a fazer as escolhas certas e diminuir a minha frustração face ao que deixo de fazer e que adio mais uma vez.

A questão é exatamente essa: O que passa os dias a adiar? O que está sempre a dizer que tem de fazer mas nunca faz?

Em minha casa podemos adiar a limpeza da garagem, a ida ao cinema, a compra desta ou daquela coisa, podemos adiar convidar amigos para um almoço/jantar, ir levar uma massagem, fazer o IRS… mas não adiamos fazer exercício físico todas as semanas (nem que seja, como nas semanas piores, uma única vez).

Manter a prática regular de exercício físico é para nós (casal) sinónimo de sanidade mental, mais energia, menos dores nas costas, maior disposição, mais paciência, mais auto estima e mais qualquer coisa que agora não me recordo 🙂

O meu “marido” sabe que eu necesisto desse tempo para mim e eu sei que ele precisa do mesmo. Mas como conseguimos isso quando ambos o queremos, quando ambos trabalhamos mais de 40 horas por semana e quando ambos temos tanta coisa para fazer?

A regra mais importante a não esquecer é colocar-se sempre em primeiro lugar. E fazer isto não é ser egoísta, deixar de se preocupar com os outros e descurar das suas responsabilidades. É simplesmente garantir que cuida de si porque se não o fizer mais ninguém o fará e tudo o resto poderá ficar comprometido se você não estiver bem.

Combine com o seu companheiro (ou companheira) qual a melhor rotina semanal para que ambos tenham tempo para si próprios e, em simultâneo, possam dar atenção aos filhos, tratar das coisas deles, das coisas da casa e dos seus compromissos profissionais. Cheguem à acordo sobre quem vai levar e buscar as crianças à escola/colégio, quem faz as lancheiras delas e as ajuda de manhã, quem as ajuda nos trabalhos de casa, quem vai às compras, quem fica responsável por descongelar as refeições para fazer ao jantar, quem trata das tarefas domésticas, ou quem fica com o quê, (ainda melhor se tiver quem o ajude nesta  parte), quem paga as contas… cheguem à acordo acerca dos dias/horários em que cada um vai treinar e evitem disperdiçar esse tempo com outra coisa qualquer. E, se acontecer, pense logo na alternativa para compensar esse tempo que é só seu.

Sobretudo as mulheres (e mães) têm muitas vezes a tendência para serem mais submissas e/ou facilmente cederem às pressões do dia-a-dia. Quase sem darem por isso começam a esquecer-se de si próprias e a colocar as necessidades dos outros (sobretudo as da família) em primeiro lugar. Inconscientemente começam muitas vezes a arranjar desculpas para justificarem a si mesmas porque não começaram ainda a treinar  ou porque não vão há tanto tempo. Descuidam-se mesmo sem o desejarem e o stress, a insatisfação, a frustração  e o cansaço começam a aumentar.

Não deixe que isto lhe aconteça. Seja fiel a si mesmo e às suas prioridades! Aprenda a dizer NÃO e evite pensar que julgamentos farão de si se o fizer.

Sugestões que pode implementar para garantir que ambos (o casal) conseguem fazer exercício:

– Começar o dia a fazer a tarefa que terá o maior impacto no seu dia (e muitas vezes essa tarefa é treinar);

– Acordar mais cedo e um dos elementos do casal treinar logo pela manhã enquanto o outro fica responsável por cuidar dos filhos e levá-los à escola (no outro dia pode ser ao contrário);

– A situação acima mas o que ficou responsável pelas tarefas familiares de manhã está livre ao final do dia para ir treinar e o que treinou de manhã vai buscar as crianças à escola e tratar das mesmas;

– Treinar à hora do almoço (quando o ginásio/estúdio é próximo do emprego) para não interferir com as responsabilidades familiares, optando por treinos de curta duração e alta intensidade para que o investimento de tempo seja menor;

– Reservar um momento do fim-de-semana para que cada elemento do casal tenha oportunidade para treinar ou, se tiver pais/avós dispostos a ajudar, pedir-lhes que fiquem um período de tempo com as crianças para que possam treinar os dois em simultâneo;

– Nos dias em que não consegue treinar no ginásio/estúdio disciplinar-se para reservar alguns minutos em casa, optando por um sequência de exercícios retirados da internet ou pela sequência de exercícios prescrita pelo seu Personal Trainer/Instrutor;

– Se as crianças têm muitas atividades extra-curriculares, organizar-se de forma a que consiga treinar enquanto elas estão nas mesmas – boa forma de rentabilizar o seu tempo;

– Escolher um dos dias da semana para treinar em família, com os mais pequenos, sugerindo que estes imitem os seus movimentos ou sugerindo uma espécie de jogo/competição no qual ganha quem fizer mais repetições de cada exercício ou aguentar mais tempo numa determinada posição (vai treinar e dar atenção aos mais pequenos, divirtindo-se com eles);

– Seguindo a ideia acima um dos treinos em família pode ser ao ar livre e  optar por caminhar, correr, andar de bicicleta, ou, simplesmente, realizar os seus exercícios enquanto os mais novos brincam no parque.

Sejam quais forem as estratégias que escolha para si não esqueça de respeitar o espaço/tempo do seu companheiro da forma que gostava que este respeitasse o seu. Se ambos estiverem bem tudo fluirá de forma diferente e estarão mais disponíveis para as crianças e exigências do exterior.

Querer não é poder! Fazer sim, é poder!

Andreia Sequeira – Diretora Geral

917 027 480

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